Ana Paula Schoriza Advocacia Estratégica

Biografia institucional

Sobre Ana Paula Schoriza

Advogada inscrita na OAB/SP sob o nº 188.424, com mais de 25 anos de atuação. Mestre em Direito pela PUC-SP, com bolsa do CNPq. Direito de família, sucessões e proteção patrimonial, em São Paulo e Andradina.

Ana Paula Schoriza Brancalhão formou-se em Direito pela Universidade São Judas Tadeu em 2000, ao fim de um curso iniciado em 1996 e de um trabalho final sobre crimes funcionais contra a ordem tributária. Ainda na graduação, atuou como estagiária no Ministério Público do Estado de São Paulo, na Capital. Foi ali que a prática começou — e é dessa origem que vem uma característica que atravessa toda a sua carreira: o hábito de tratar o processo como uma construção documental, não como uma sequência de petições.

Ana Paula Schoriza

Trajetória, atuação e visão institucional

Ana Paula Schoriza Brancalhão é casada com Benício Schoriza Brancalhão, Diretor de Estratégia e Inteligência Jurídica do APS Advocacia Estratégica.

A estrutura institucional do escritório reúne a experiência jurídica, acadêmica e profissional de Ana Paula Schoriza com uma atuação voltada à inteligência estratégica, organização da informação, pesquisa, inovação, planejamento e posicionamento institucional.

Essa integração fortalece a condução dos trabalhos, permitindo unir profundidade técnica, visão estratégica e organização aplicada à advocacia, sempre sob responsabilidade jurídica da Dra. Ana Paula Schoriza.

Ana Paula Schoriza
Brancalhão

Advogada · Mestre em Direito · Fundadora


Benício Schoriza Brancalhão

Diretor de Estratégia e Inteligência Jurídica

Formação e pesquisa

Poucos advogados dedicados ao direito de família mantêm, em paralelo, uma trajetória de pesquisa formal. Ana Paula Schoriza manteve.

Entre 2006 e 2008, especializou-se em Direito Processual Civil na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A monografia de conclusão, orientada por Erik Frederico Gramstrup, tratou da homologação de sentença estrangeira e da possibilidade de sua dispensa em ações e provimentos não judiciais relativos ao estado das pessoas — divórcios, guardas e reconhecimentos de filiação decididos no exterior e que precisam produzir efeitos no Brasil.

O tema levou ao mestrado. Entre 2008 e 2011, cursou o programa de Direito das Relações Econômicas Internacionais na PUC-SP, com bolsa do CNPq, sob orientação do jurista Cláudio Finkelstein. A dissertação — Efetivação das sentenças estrangeiras sobre o estado das pessoas no Brasil: por uma mudança de paradigma à luz da globalização econômica — sustenta que o regime brasileiro de homologação, pensado para outra época, impõe custo e demora desproporcionais a decisões de família tomadas fora do país.

Cursou ainda um mestrado transdisciplinar em Ciências Jurídicas e Valores Humanos no Centro Universitário Capital, sob orientação de Clóvis Roberto dos Santos.

Produção científica e repercussão acadêmica

Em outubro de 2009, a Revista de Processo, da Editora Revista dos Tribunais, publicou seu artigo Capítulos da sentença: como o STJ tem se posicionado sobre o termo inicial para a contagem do prazo da ação rescisória? (v. 34, n. 176, p. 195–225). O texto examina uma questão que decide, na prática, se uma rescisória será conhecida ou extinta: a partir de quando corre o prazo, quando a sentença tem capítulos que transitam em julgado em momentos diferentes.

O trabalho e a dissertação passaram a ser citados por outros pesquisadores. Aparecem em teses e dissertações da USP (2015, 2016 e 2021), da UFRGS (2013), da UFPR e da Universidade de Lisboa (2021, publicada em livro em 2023), além da bibliografia selecionada da obra 30 Anos do Superior Tribunal de Justiça.

Essa é a diferença mais concreta entre citar um título e demonstrar autoridade: o texto continua sendo usado por terceiros mais de quinze anos depois de publicado. A relação completa está na página de produção científica.

As referências bibliográficas são apresentadas conforme os registros originais das respectivas publicações, preservando a integridade acadêmica das citações.

Ana Paula Schoriza em seu escritório
Ana Paula Schoriza — advogada, OAB/SP 188.424.

Atuação profissional

A prática forense concentra-se em direito de família, sucessões e proteção patrimonial, com extensão natural para o direito empresarial quando o patrimônio da família se confunde com o da empresa. Divórcio, guarda, alimentos, união estável, partilha, inventário, testamento, planejamento sucessório, regime de bens e estruturação de patrimônio familiar formam o núcleo do trabalho.

A formação processual pesa nesse recorte. Em família e sucessões, boa parte dos litígios longos não nasce do mérito, mas de uma escolha processual equivocada no início — o rito errado, a prova não produzida no momento próprio, o pedido formulado de modo a inviabilizar a execução posterior. A leitura processual do caso, feita antes da primeira manifestação, é o que separa um acordo em meses de uma disputa em anos.

A formação em direito internacional privado tem aplicação igualmente concreta: famílias com bens, filhos ou decisões judiciais no exterior enfrentam exatamente o problema estudado na dissertação.

Atuação institucional

Desde 2017, preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ACRIMESP — Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo — na regional de Andradina. Entre 2001 e 2009, presidiu a Comissão da Mulher Advogada da OAB/SP na subseção de Vila Prudente, e participa do projeto OAB por Elas, de atendimento a mulheres em situação de violência doméstica.

É membro do IBDFAM — Instituto Brasileiro de Direito de Família — e do IBDFAM-SP. Em 2020, recebeu o prêmio Advogada do Ano na edição Melhores do Ano do Jornal Folha Regional. Detalhes na página de atuação institucional.

Escritório

Em março de 2019 constituiu sociedade individual de advocacia própria, com escritórios em São Paulo (capital) e em Andradina, no noroeste paulista, e atendimento também on-line. É ainda cofundadora do Núcleo Estratégico Ortuzal, onde responde pela Direção Jurídica: definição de teses, revisão técnica das peças e condução das estratégias processuais.

Método

A condução de cada caso segue um percurso fixo, e é ele que define o padrão do trabalho.

  • Apuração antes da tese. Levantamento documental e patrimonial integral, incluindo o histórico de decisões e a conferência de prazos, antes de qualquer manifestação.
  • Tese escrita e explícita. Definição da tese central e das subsidiárias, com exclusão declarada dos argumentos que não se sustentam — inclusive quando são os que o cliente gostaria de usar.
  • Fundamentação conferida na fonte. Legislação e jurisprudência verificadas diretamente nos repositórios oficiais, nunca reproduzidas de memória ou de modelo.
  • Cenário exposto antes de começar. O que é defensável, o que não é, e qual o custo provável de cada caminho.

Informações mantidas diretamente por Ana Paula Schoriza e revisadas em .